Momento cultural e de nostalgia no humilde bloguinho! Hoje vou contar uma avermelhada histórinha do Tio Chico.
A menstruação é algo que sempre existiu e acompanhou a humanidade, certo?! No entanto, os absorventes femininos não! Podemos considerar até que trata-se de uma invenção recente, se compararmos a época de sua criação com a da existência humana.
Bom, por milhares de anos, a proteção menstrual era uma faixa de algum material macio e absorvente preso por cordões e cintas. Durante a Primeira Guerra Mundial, surgiram as toalhinhas higiênicas, faixas de tecido atoalhado que, depois de utilizadas, eram lavadas. Apesar de relativamente seguras e econômicas, foram um terror para as mulheres, pois eram grossas, largas e ficavam ásperas depois de algumas lavadas.

Na década de 1930, a Johnson & Johnson lançou “Modess”, o primeiro absorvente descartável. Passou a ser importado dos Estados Unidos em 1933 e só a partir de 1945 foi fabricado no Brasil. A empresa criou uma conselheira feminina, Anita Galvão, que respondia a milhares cartas de mulheres que, em sigilo, pediam conselhos íntimos, livretos educativos e orientação sobre questões sexuais.
Confere só a propaganda (de um a época em que ainda se escrevia “farmácia” com “ph”) direto do Túnel do Tempo!

Além do apetrecho revolucionário ter vindo pra ficar definitivamente, a marca “Modess” (assim como Gilette, Durex, Bombril, Maizena, Xerox, Leite Moça, etc…) virou um sinônimo do produto.
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