Fábulas fabulosas da sexualidade
Somos Mulheres, podemos e devemos sentir prazer, brincar e sermos felizes apesar dos babaquinhas machistas e das exigências culturais referentes aos nosso papel na sociedade ou da medida dos nossos quadris e bustos. rs
Pois é meninas, temos que repensar e reformular bastante esse legado de sexualidade e feminilidade transmitido de geração em geração, que nos torna princesas de ‘faz de contas’ e prisioneiras de fantasias e sonhos doces, românticos e impossíveis.
Amparadas nessas minhas sábias palavras, lanço aqui um conselho bárbaro às amigas leitoras deste humilde bloguinho:
“Mulheres, não fiquem à procura do príncipe encantado…
Procurem o Lobo Mau que te enxerga melhor,
te ouve melhor e ainda te come!!!”
As insinuações sexuais são encontradas em vários outros contos da carrochinha, entre eles Chapeuzinho Vermelho! O “Lobo Mau”, ainda hoje o símbolo do homem cafajeste que baba ao ver uma mulher que lhe agrade realmente só queria comer a pequena e inocente donzela no sentido literal da palavra.
Mas caramba… o lobo safado já tinha comido a avó e depois ainda queria comer a neta?…Mas que apetite insaciável tinha esse bicho hein?! rs
Olha só que curiosa a análise de Marilena Chauí, professora de Filosofia na Usp, no seu livro Repressão Sexual (Ed. Brasiliense, 1984). Ela explica que:
Há duas figuras masculinas antagônicas: o sedutor animalesco e perverso, que usa a boca (tanto para seduzir como para comer) e o salvador humano e bom, que usa o fuzil (tanto para caçar quanto para salvar).
Há três figuras femininas: a mãe (ausente) que previne a filha dos perigos da floresta; a vovó (velha e doente) que nada pode fazer, e a menina (incauta) que se surpreende com o tamanho dos órgãos do lobo e, fascinada, cai em sua goela.
A sexualidade do Lobo aparece não só como animalesca e destrutiva, mas também “infantilizada” ou oral, visto que pretende digerir a menina (o que poderia sugerir, de nossa parte, uma pequena reflexão sobre a gíria sexual brasileira no uso do verbo comer).
Enfim, moral da história!:
Qualquer relação está longe de ser um conto de fadas!
Mas quem sabe pode se transformar num “conto de fodas”?! heheeh
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