As bonecas infláveis que se cuidem!

ter, 10/04/12
por Bárbara |

Hoje trago mais um exemplo da tecnologia em benefício da taradice! Aliás, desde que seja sadia, qualquer tara é válida!

Confesso que acho as bonecas infláveis e essas ‘Real Dolls’ fetiches estranhos. Não sei o que passa na cabecinha dos homens, se a intenção é  substituir uma mulher verdadeira… Acho uma relação (no sentido sexual mesmo) fria, sem troca, nada real…  Sei que esse “amor de plástico” é até válido para os mais tímidos, solitários, homens de meia idade para saciarem seus desejos e fantasias, mas minha cabecinha ruiva não consegue ‘digerir’ bem certas coisas.  Bizarrice pra uns, entretanto, para outros, um atalho pro prazer.  Isso sem contar aquelas ultrapassadas piadinhas machistas:  “a vantagem da boneca é que ela não exige presentes, jantares e joias caras, não fala, não reclama de nada, etc…)

Bom, voltando ao assunto…. A invenção que apresentarei vem lá do Japão! (sempre eles! rs) e, se aperfeiçoada poderá ser uma forte substituta das bonecas, ou pelo menos humanizar um pouco mais e trazer sentimentos à relação…heheeh

Aparentemente, um simples televisor com uma imagem de uma atraente garota. Mas nele há um sensor, que  detecta o quão perto ou longe está o cartaz da cabeça e a atriz na tela faz insinuações – em vídeo interativo – pedindo para beijá-la.

Pesquisadores da Universidade de Keio criaram esse jogo interativo que oferece a sensação de que está sendo beijado.  Lembrem-se que lá no Japão é muito comum os mais coroas serem tarados por ninfetas,  ídolos adolescentes e figuras do mundo pop. E  o produto será destinado para este público inicialmente.

Os recatados safadinhos japoneses agora já podem alimentar e satisfazer seus desejos, mesmo que por trás de um vidro… hehehe .

Veja o vídeo do pôster interativo em ação:

Só fica no beijinho, minha gentee ? Pô, achei tudo muito light e inocente! Nenhum contexto mais excitante, uma safadeza básica ?!?! hehee.. Ainda tem muita coisa pra ser aperfeiçoada nessa bobeira aí! Assim alguns taradinhos profissionais vão preferir as bonecas infláveis mesmo… rs

A boa notícia é que os desenvolvedores do aparelho pretendem incluir outras opções sensorias como, sabor, cheiro e aúdio numa versão futura.  Aí sim começa a pintar algo próximo de um sexo verdadeiramente virtual, algo que serácada vez mais  semelhante ao real em um futuro próximo.

Com infos daqui

Fábulas fabulosas da sexualidade

ter, 10/04/12
por Bárbara |
categoria comportamento

Somos Mulheres, podemos e devemos sentir prazer, brincar e sermos felizes apesar dos babaquinhas machistas e das exigências culturais referentes aos nosso papel na sociedade ou da medida dos nossos quadris e bustos. rs

Pois é meninas, temos que repensar e reformular bastante esse legado  de sexualidade e feminilidade transmitido de geração em geração, que nos torna princesas de ‘faz de contas’ e prisioneiras de  fantasias e sonhos doces, românticos e impossíveis.

Amparadas nessas minhas sábias palavras, lanço aqui um conselho bárbaro às amigas leitoras deste humilde bloguinho:

“Mulheres, não fiquem à procura do príncipe encantado…

Procurem o Lobo Mau que te enxerga melhor,

te ouve melhor e ainda te come!!!”

As insinuações sexuais são encontradas em vários outros contos da carrochinha, entre eles Chapeuzinho Vermelho! O “Lobo Mau”, ainda hoje o símbolo do homem cafajeste que baba ao ver uma mulher que lhe agrade realmente só queria comer a pequena e inocente donzela no sentido literal da palavra.

Mas caramba… o lobo safado já tinha comido a avó e depois ainda queria comer a neta?…Mas que apetite insaciável tinha esse bicho hein?! rs

Olha só que curiosa a análise de Marilena Chauí, professora de Filosofia na Usp, no seu livro Repressão Sexual (Ed. Brasiliense, 1984). Ela explica que:

Há duas figuras masculinas antagônicas: o sedutor animalesco e perverso, que usa a boca (tanto para seduzir como para comer) e o salvador humano e bom, que usa o fuzil (tanto para caçar quanto para salvar).

Há três figuras femininas: a mãe (ausente) que previne a filha dos perigos da floresta; a vovó (velha e doente) que nada pode fazer, e a menina (incauta) que se surpreende com o tamanho dos órgãos do lobo e, fascinada, cai em sua goela.

A sexualidade do Lobo aparece não só como animalesca e destrutiva, mas também “infantilizada” ou oral, visto que pretende digerir a menina (o que poderia sugerir, de nossa parte, uma pequena reflexão sobre a gíria sexual brasileira no uso do verbo comer).

Enfim, moral da história!:

Qualquer relação está longe de ser um conto de fadas!

Mas quem sabe pode se transformar num “conto de fodas”?! heheeh

 

Leia também:

- O melhor e menor conto de fadas

- Contos de fa(o)das fetichistas

- Fábulas em versões picantes