Maitê Proença

Data de nascimento: 28/01/60
Idade: 48
Signo: Aquário
Profissão: Atriz
Onde nasceu: São Paulo



Tamanho do texto: DiminuirAumentar


Maitê Proença
Por Carolyne Ferreira
Publicado em 25/10/2006

Ela é uma das mulheres mais bonitas e inteligentes do país. Atriz premiada, agora está em cartaz com a peça “Achadas e perdidas”, onde estréia como autora teatral, adaptando para o palco o seu livro “Entre ossos e a escrita”. Nesse delicioso bate-papo, Maitê Proença conta como foi a primeira transa e fala da inusitada experiência que viveu comendo moscas azuis, um afrodisíaco marroquino.


Qual é o segredo para continuar sempre tão bonita?
Maitê Proença: Acho que tem um pouco de bom humor envolvido nisso.

As mulheres estão cada dia mais preocupadas em ter um corpo perfeito, mas você não gosta disso, acha exagerado. Por quê?
Maitê Proença: Porque elas estão se masculinizando e acabam perdendo aquela textura natural de mulher. Depois reclamam que os homens não querem ficar perto delas, pois sentem tesão pela bunda durinha, pelos peitos turbinados, tudo muito mais firme. Acaba faltando alguma coisa que faça com que os homens queiram ficar ali do lado – que é tudo o que a mulher tem.

Qual é a sua grande arma de sedução?
Maitê Proença: -Não sei. A essa altura da vida a gente relaxa e vai ficando mais espontânea. Não há nada mais sedutor do que ser do jeito que você é. As pessoas percebem isso. Acho encantador.

Como foi a sua relação com o sexo ao longo da vida?
Maitê Proença: Ele foi acontecendo, foi sendo trabalhado. Eu não tive uma primeira transa maravilhosa, com fogos de artifício. A coisa foi melhorando e a cada vez ganhei mais segurança para orientar o meu parceiro.

E a sua primeira vez?
Maitê Proença: Eu estava esperando que fosse isso tudo, já que passei um ano negando. Mas quando finalmente aconteceu, acabou muito rápido. A pessoa já estava numa certa tensão pois dormíamos juntos e fazíamos tudo menos sexo. Eu achei chato e não acreditei que tinha esperado tanto tempo para fazer aquilo.

Você criou muita expectativa e no final não foi surpreendente.
Maitê Proença: É. No início da vida sexual você escuta tanta coisa, que quando chega às vias de fato é muita informação e não dá para relaxar. Também tem aquela noção de que a mulher deve ser erótica e bem resolvida, mas a gente não chega desse jeito. Chega insegura, sem saber onde botar a mão... e com a necessidade de ser gostosa. Então acaba-se perdendo a espontaneidade. Eu acho que o sexo não combina muito com pensamento. Você deve fazer o que tiver vontade e o desejo tem que guiar.

Fiquei sabendo que você esteve no Marrocos e tomou um drinque afrodisíaco. Conte essa história...
Maitê Proença: Se fosse um drinque seria bom, mas eram umas moscas daquelas grandes, azuis e cabeludas. Eu estava andando na rua e um menininho falou: - Uma mosca por uma noite de amor. Não levei muita fé e pedi oito. Quando estava pagando, um francês passou ao meu lado e disse: - Isso funciona!, mas também não dei muita bola. Coloquei as moscas dentro de um cuscuz marroquino para não ver nada e comi. Voltei para o hotel onde o meu namorado estava e achei que teria uma noite incrível, de um jeito que ele nunca tinha visto. Seria um espetáculo. Fantasia minha. O que aconteceu foi uma enorme vontade de fazer pipi. (risos) Nem era vontade, mas o negócio ficou tão tenso que a única coisa que me fazia relaxar era isso. Eu estava naqueles hotéis baratinhos que só têm um buraco no chão do banheiro e passei a noite de cócoras! Se tivesse comido só uma mosca como o garoto sugeriu, mas fiquei de olho grande. Cantárida se chama a mosca e realmente funciona. (risos)

Você curte ver filmes pornôs para apimentar a relação?
Maitê Proença: Não. Não me dá tesão. Acho engraçado ver a mulher se exibindo. Prefiro um bom parceiro do lado e a gente junto naquela história.

Você já fez cenas quentes no cinema e na tevê. Dá pra separar o trabalho do tesão?
Maitê Proença: Por que separar? Sentir alguma coisa é bom para o personagem. As pessoas falam que não sentem nada para relaxar os parceiros. É impossível não sentir. Agora, se você estiver beijando uma pessoa com mau hálito, aí vai fazer um grande esforço. (risos)

Nas duas vezes em que posou nua para revistas masculinas você ficou bem tranqüila. O fato de estar nua na frente de outras pessoas não incomodou?
Maitê Proença: Nunca tive uma relação complicada com o nu. Eu meio que nasci em Ubatuba e a casa era de frente para o mar, então minha mãe não me vestia, me deixava meio índia. (risos) Não tinha gente em volta. A praia era deserta para todos os lados. Eu tinha uma tanguinha e de vez em quando usava aquele negócio. Fui ver roupas aos dez anos de idade.

O que você sentiu ao posar nua pela primeira vez?
Maitê Proença: Eu queria fazer algo que nunca tivesse sido feito, então o meu primeiro ensaio foi uma revista só comigo. Lá você encontrava tudo o que eu estava fazendo no momento. Também tinha depoimentos dos meus amigos e fotos que não eram eróticas. Não fiz isso para que as pessoas me achassem gostosa. Lembro que o Paulo Garcez, jornalista, falou que eu tinha conseguido uma coisa inédita: fazer as fotos menos sexy da Playboy. E de fato elas não são eróticas. Não têm nenhum fetiche, nenhuma cinta-liga, nenhuma pose extravagante. É só uma pedra e eu, em preto-e-branco.

E o segundo ensaio, como foi?
Maitê Proença: Foi na Sicília, no meio daquele lugar moralista, muito religioso, onde as pessoas se vestem de preto. Foi quase fotojornalismo. Eu queria fazer um contraste daquela gente de pele escura com uma mulher clara e nua no meio da multidão, como se fosse natural estar ali. Fomos postos para fora de vários lugares. As pessoas de lá não estavam preparadas para as fotos, então causava estranheza, mas ficou muito bonito.

Algum homem já broxou contigo?
Maitê Proença: Já, mas isso não é grave. A gente os enche de elogios e homem é um bicho simples. A vaidade faz com que tudo se eleve. (risos)

O que você não suporta de jeito nenhum em um homem?
Maitê Proença: Dizer que existe algo que eu não gosto em uma pessoa é muito traiçoeiro. Você acaba gostando por causa das outras coisas que ela tem. Não há nada que eu não goste, que ache proibitivo. Se fizesse uma lista de qualidades que gostaria de ver num homem não iria bater com as pessoas com quem já estive. É incrível. Fui casada durante doze anos com um homem que talvez não tivesse duas dessas características.

Você acha que os brasileiros estão um pouco atrasados na questão da liberdade sexual?
Maitê Proença: Não. Aqui tem muito calor, muito bom humor e as pessoas acabam levando tudo mais na brincadeira. Se você for para a Suécia, por exemplo, as pessoas são liberadas sexualmente mas são tristes. O sexo é triste.

Por quê?
Maitê Proença: É o fato de se poder fazer tudo pois nada é proibido, não há mistério. O dia está cinza, não há nada para fazer, então vamos para a cama. É como beber água. Não tem celebração. Acho que a gente gosta mais, tem mais prazer.



© 2008 Sexy Hot. Todos os direitos reservados.