Autor: Rafaela
8.8
No entanto, todas as vezes que ele tocava no assunto dizia que eu seria a dona da situação e que pararia na hora em que eu determinasse. Dizia que a dor comedida dava muito tesão, mas isso eu já sabia porque também gostava de um pouco de dor em certas horas. Ele me contou que costumava entrar na Internet quando eu já estava dormindo, e que sentia cada vez mais tesão com as histórias que lia. Fiquei muito curiosa, como toda mulher, e pedi para ficar com ele na hora em que fosse entrar.
A princípio fiquei chocada com o que vi nos sites de sadomasoquismo. No entanto, com o tempo percebi que meu marido tinha mudado completamente, passando a ser mais atirado, mais tesudo, mais viril. Convenci-me de que ele realmente se modificava com aqueles incentivos mentais. Fomos nos aprofundando nas leituras sobre sado e de vez em quando eu dizia para ele: - Presta atenção, porque esse parece um caminho sem volta!, mas depois de uns quatro meses ele me convenceu de que deveríamos fazer uma experiência.
Depois de decidirmos que participaríamos de uma sessão de sadomasoquismo ficamos num mato sem cachorro, pois não sabíamos por onde começar nem onde procurar. Ficamos trocando idéias durante uns quinze dias, e nesse tempo as trepadas foram maravilhosas. O acaso mudou a nossa vida. Num sábado à tarde recebemos quatro casais de amigos em casa. Estávamos todos em volta da piscina, jogando conversa fora, quando de repente o assunto foi para o lado sexual. De conversa em conversa acabei falando sobre nossas entradas na Internet e sobre os sites que visitávamos, pensando que iria deixar todo mundo de boca aberta.
Foi uma surpresa enorme, pois todos começaram a rir e eu fiquei com cara de boba. Não entendia nada, nem meu marido. Aos poucos uma amiga minha, chamada Mônica, respondeu: - Mas vocês descobriram isso somente agora? Fiquei mais sem jeito ainda e respondi que sim. Na hora ela se virou para os outros e perguntou: - Posso? Pelo sinal afirmativo de todos eles, Mônica começou: - Ouçam vocês dois, crianças inocentes. Aqui em Campinas existe um clube de casais que já pratica esse tipo de relacionamento há muito tempo e nós todos fazemos parte dele há pelo menos cinco anos.
Fiquei muito admirada, pois durante todo este tempo nenhum deles ou delas deixou escapar a menor dica disto. Após algum tempo ficamos sabendo tudo sobre o tal clube. Dois de nossos amigos faziam parte da diretoria dele. Por volta das seis horas da tarde, com todo mundo embalado por generosas doses de whisky, perguntei o que precisava fazer para entrar no clube. Meu marido arregalou os olhos. Primeiro nós tínhamos que ser aceitos pelos membros do clube, que eram um total de 75 casais. Após a aceitação deveríamos fazer um exame médico extremamente detalhado, para ninguém correr risco de pegar nenhuma doença. Exame esse que tornava-se mensal após a entrada no clube.
Pedi a eles que nos inscrevessem no quadro do clube e ficou acertado que eles o fariam logo na segunda de manhã. Todos foram unânimes em afirmar que o quadro do clube era só de gente fina, todos ricos, bem educados, mas que nós deveríamos pensar bem, pois o sadomasoquismo, para quem não encara de uma forma bem clara, é difícil de agüentar. Como a opinião de meu marido já estava definida, só faltava o meu “ok”. Comecei a perguntar às mulheres o que elas sentiam durante o sexo, e todas afirmaram que tanto a sensação de ser humilhada como escrava sexual quanto a de dominar eram formidáveis.
Todas elas responderam que preferiam ser escravas, pois desse jeito gozavam mais profundamente. A minha tendência também estava se firmando em ser uma escrava, pois queria sentir todas as sensações possíveis. Após o pessoal ir embora demos uma trepada como só me lembro de ter dado quando éramos recém-casados. Meu marido estava elétrico, pisando em brasas, falando sozinho, numa euforia que dava gosto de ver. Dormimos muito bem naquela noite. De tarde Márcio me ligou e disse que tinha falado com o atual presidente do clube, que mudava a cada seis meses afim de que o clube não caísse no marasmo.
Toda vez que o presidente era trocado as festas ficavam cada vez melhores e mais incrementadas. Começamos os preparativos para o ingresso no clube. Até o final da semana já tínhamos feito todos os exames e só aguardávamos os resultados. Na semana seguinte fomos convidados para a casa do presidente do clube, local onde seríamos apresentados ao resto dos sócios. Era uma quinta-feira e chegamos depois do jantar, por volta de 21h. Ele era um homem alto, forte, com seus 55 anos e ela era bem mais jovem, devendo ter uns 30 anos, muito bonita, loira natural, que depois soube ser a terceira mulher dele.
A casa era uma mansão, muito bonita mesmo. Ele nos recebeu na biblioteca e ficamos tomando um whisky, enquanto conversávamos banalidades. Aos poucos ele foi conduzindo a conversa para o assunto que nos interessava. Perguntou-me, olhando bem nos olhos, se eu realmente agüentaria um evento daquele tipo. Respondi que estava preparada para o que desse e viesse, e ele então fez a mesma pergunta a meu marido, que respondeu da mesma forma. Eu não tinha me arrumado muito pois não sabia como impressioná-los, mas como sei que sou muito atraente e normalmente me visto com muita sensualidade, sabia que estava agradando.
Eu coloquei um vestido comprado em Paris, de seda preta, muito fina, chinesa, com saia plissada e um generoso decote. Como nunca uso sutiã, os contornos de meus seios eram bem visíveis sob a fina seda que os cobria. Usava meia calça fumê, sapatos de salto muito altos e algumas jóias boas. Usava calcinha preta também, daquelas bem pequenas. De repente, sem mais nem menos, o presidente do clube me falou: - Vá até a lareira e abaixe o vestido até a cintura. Fiquei alguns segundos com cara de tonta, sem entender direito o que ele falara, até que o homem repetiu incisivamente: - Eu mandei você ir até a lareira e abaixar o vestido, cadela sem-vergonha!
Nesse momento entendi o teor da coisa. Levantei, fui até a lareira e lentamente abaixei o vestido, deixando meus seios à mostra. Em seguida ele me mandou que erguer a saia até que a calcinha ficasse exposta. Depois mandou eu que fosse até sua mulher para que ela me examinasse. Quando cheguei perto ela mandou que eu desse uma volta com a saia levantada e o vestido ainda abaixado. Depois, sem a menor cerimônia, pegou uma espátula que estava em cima da mesa e a passou no biquinho do seio direito. Pegou o bico esquerdo e o balançou como se estivesse querendo saber o peso dele. Depois passou a mão na minha bunda, alisou um pouco e disse para o marido: - É um belo exemplar de fêmea. Acho que podemos usá-la sim.
Não me lembro de ter olhado nenhuma vez para meu marido, mas sabia que ele devia estar em brasas. Depois disso o presidente do clube me mandou sentar, me recompor e a conversa então voltou ao normal. Ele falou com toda a sinceridade que achava que eu não passaria naquele teste e que estava impressionado comigo, aliás, conosco, pois meu marido também se comportara de acordo com as regras. Voltamos para casa e demos outra memorável trepada, fantasiando o que nos esperava no clube.
A festa seria em um mês, e foi o mês mais comprido que tivemos em nossa vida. Trepamos todas as noites antecipando o que poderia rolar na festa, falando o que esperávamos um do outro, qual seriam nossas reações e sensações, se agüentaríamos tudo o que nos reservavam, enfim, fantasiando barbaramente. Foi um mês delicioso. Eu já havia me convencido de que iria morrer de tesão, só não tinha muita idéia de qual seria minha reação ao contato de tantos homens e mulheres, e nem se gostaria de ser tocada por outra mulher. Porém estava convencida de que teria que encarar tudo numa boa, se quisesse aproveitar a experiência plenamente.
Condicionei-me a aceitar todas as ordens e taras de forma natural, pois eu também ficava tremendamente excitada ao imaginar as cenas, ao pensar que seria a personagem principal, a ponto de gozar sozinha me tocando. Ora me imaginava com um homem velho, muito velho, ora com dois ao mesmo tempo, ora com um moço lindo de morrer, enfim, minha cabeça estava a mil. Então o dia chegou. Comecei a me produzir para a festa. Passei longos dias bronzeando-me na piscina, fazendo questão de tomar sol com um fio-dental mínimo, para ficar com aquela marquinha de sol que os homens adoram. A festa estava marcada para começar às 21 horas da noite.
Comecei a me arrumar por volta das 18 horas, tamanha era a minha ansiedade. Enquanto me arrumava, tomei três doses de whisky “on the rocks” para acalmar os nervos e meu marido tomou quatro doses. No dia em que estivemos na casa do presidente, ele nos colocou a par de quase todas as regras do clube. Uma delas era de que eu deveria obedecer todos indistintamente, homem ou mulher, em qualquer circunstância, e fazer tudo que me fosse ordenado, menos trepar com alguém antes que o dono da casa tivesse mantido relações comigo. A primazia da primeira trepada era dele. Se me mandassem chupar um homem ou uma mulher eu teria que fazê-lo, mas a primeira trepada era dele.
Às 20:30 eu já estava na porta esperando meu marido, mas ele argumentou que era melhor a gente chegar um pouco atrasado. Foi duro esperar mais meia hora. Chegando lá deixamos o carro nas mãos do manobrista, o que me causou estranheza, pois se havia manobristas certamente haveria garçons e isso me deixaria encabulada. Eu tinha ido com uma estola por cima do vestido, que era de cetim branco, também comprado em Paris, num momento de extravagância de meu marido. Ele tinha um decote em V que chegava ao umbigo e era preso no pescoço. O decote na parte de trás ia até os quadris, e ao lado das pernas havia uma fenda de cada lado, que se abriam conforme eu dava um passo.
Como eu estava bem queimada de sol, não usei meias de nylon, calçando somente uma sandália branca de saltos bem altos, que contrastavam muito com minha pele queimada. Como o decote era bem profundo, quando andava meus seios balançavam suavemente, mas muito sensualmente. Antes de sairmos meu marido disse que eu estava estonteante. Quando entramos na saleta de entrada um homem veio nos receber e pegou minha estola e a bolsa. Entramos no salão principal e fiquei admirada com o número de pessoas. Só depois soube que havia circulado pelo clube um “boato” de que nesta festa a escrava da noite era lindíssima, e completamente inocente em relação ao sadomasoquismo.
Soube depois que alguns vieram do exterior somente para essa festa, para me conhecer. Fiquei admirada pois havia muitos garçons circulando pela casa. Minhas dúvidas eram se eles permaneceriam por perto quando a orgia começasse para valer e como eu me comportaria naquela circunstância. Como era uma noite em que eu não deveria me preocupar com nada, prontamente esqueci deste detalhe. A esposa do anfitrião, que se chamava Rose, veio em minha direção, me pegou pelo braço e me levou até um círculo de homens e mulheres que estavam no centro do salão. Ela me apresentou a todos dizendo apenas isso: - Essa é a escrava da noite, mas vocês esperem um pouco pois meu marido tem um comunicado a fazer. Podem examinar o material à vontade, mas fiquem só nisso por enquanto, por favor.
Imediatamente um velhote baixinho que estava acompanhado de uma senhora meio gordinha chegou perto de mim e enfiou a mão no meu decote, apertando meu seio levemente. Tive o ímpeto de ir embora, mas me lembrei de meus propósitos e sorri para ele. Fiquei mais surpresa quando a gordinha enfiou também a mão pelo decote e pegou o outro seio, perguntando para o marido: - Está gostando, bem? O velhote respondeu: - Parece ser material de primeira, mas vamos ver como ela se sai no restante. Permaneci estática enquanto os outros homens e mulheres me apalpavam meus seios, minha bunda e apertavam meus mamilos.
Ouvi muitos elogios, mas me senti como uma vaca em dia de leilão, um mero objeto sem vontade própria que ali estava somente para satisfazer seus donos. Perdi meu marido de vista e fiquei ali a mercê de quem quisesse me apalpar, me cutucar, me examinar. Teve até um homem, em seus 30 anos, forte e bonito que me mandou abrir a boca para examinar meus dentes, como se faz com uma égua. Depois de alguns minutos comecei a gostar da situação e percebi que o orgasmo já vinha se aproximando de leve. Depois que a maioria já havia me examinado achei que tinham perdido o interesse em mim, mas me enganei. O dono da casa estava fazendo suspense, prolongando-o enquanto a turma aguardava o que ele iria dizer.
Quando ele passou por perto de mim, perguntei se podia tomar uma dose de whisky. No mesmo instante levei uma bofetada no rosto que me fez perder o equilíbrio e quase cair no chão. Amparei-me em alguém e ele veio furioso, com o dedo em riste, gritando para mim: - Olha aqui, vagabunda! Escrava na minha casa não fala a não ser quando lhe dirigem a palavra, entendeu? Quase chorando balancei a cabeça em anuência. Por aquela eu não esperava, e me deu uma vontade enorme de ir embora. No entanto, logo em seguida ele chamou um garçom e mandou que me servisse duas doses de whisky: - E não ouse pedir mais nada!, completou ele.
Quando o garçom chegou com meu whisky, coloquei o copo no parapeito da janela. O presidente do clube me esperava com outro copo na mão. Vendo que ele me aguardava tomar o primeiro gole, virei a bebida de uma vez só. Vi estrelas, pois o whisky estava puro. O garçom me falou: - Vai devagar, gatinha, senão você não aproveita. Não entendi direito e fiquei quieta. Enquanto tomava a segunda dose, o anfitrião chegou no centro da sala e chamou a atenção de todos batendo com uma faca num copo de cristal: - Atenção, pessoal! Aproximem-se. Quando a roda fechou em volta do presidente, ele mandou que eu também viesse. Abriram espaço para eu passar e fiquei ao lado dele.
Ele então começou a discursar: - Meus amigos, hoje nós temos aqui algo especial. Este belo exemplar de fêmea foi trazido de longe para a gente, e por ser muito especial, vou mudar as regras desta noite. Como uma das prerrogativas da presidência é alterar as regras para que as reuniões se tornem cada vez mais interessantes, esta noite vamos promover um leilão. O objeto será esta linda fêmea, seus apetrechos e de seus dotes. Na qualidade de presidente do clube, reivindico o direito de possuí-la primeiro, mas como no momento ainda não estou com disposição, vocês poderão usá-la de qualquer forma, até que chegue a minha hora. Vou chamar um amigo nosso para fazer o leilão desta maravilha. CONTINUA.