Autor: Clara T.
5.6
Então vamos ao procedimento padrão: nos encontramos quase à entrada do hotel, pedimos um quarto (duas horas, pagamento adiantado) e seguimos pelo corredor até a porta certa. Ele é um cavalheiro, abre todas as portas para eu passar. Enquanto o cavalheiro tranca o quarto eu tiro a roupa. Com esta manifestação de urgência pretendo já excitá-lo. Nem sei quantas vezes li que a excitação masculina é visual, então você não deve ter medo de se oferecer. No entanto não consigo o efeito esperado: antes ele precisa ir ao banheiro. Vou também, pois gosto de vê-lo mijando. É um jato contínuo, forte, que ele direciona para onde quiser.
Eu me deito de costas, com as pernas entreabertas e espero. Ele tira a roupa enquanto morro de impaciência. Sei que vai se lembrar de alguma coisa que precisa me contar - está quase falando demais, o que é uma contravenção. Mais um pouco e vai conseguir me irritar. Quero aquela língua na minha boca e aquele corpo enfiado no meu agora mesmo, ou me levanto e vou embora. Não, eu não poderia ir embora, estou no meu parque de diversões. Fico excitada só de vê-lo nu. Coloco a mão entre as coxas e peço: - Vem! E ele vem.
Tudo faz sentido quando ele me beija. Percebo suas mãos me segurando e alisando, uma no pescoço, outra descendo pelas costas. Agora os dedos chegam até a minha bunda e me provocam. Abro as pernas, facilito o acesso e lembro que adoro isso. Ele desce para os meus seios. Acaricio seu rosto, os cabelos que gosto tanto e peço outro beijo, mas seus objetivos agora estão muito definidos. Vai descendo pela minha barriga, lambendo o meu umbigo e me arrepiando. Então passeia pelas minhas coxas até que a boca finalmente chega onde ambos desejamos.
Ele lambe minha buceta, chupa os grandes lábios, me penetra com os dedos e eu adoro isso, meu Deus, será que vou morrer assim? Gozo desse jeito e fico com o corpo mole. Só preciso de um beijo - nessa hora as mulheres querem ser tratadas com carinho - e ele me beija gostoso. Sinto o pau gostoso e duro se esfregar em mim. Logo estou sobre seu corpo, com o pau finalmente dentro e os pentelhos me arranhando. Quero que ele sinta todo o prazer que está se espalhando pelo meu corpo. Roço os seios em seu rosto, procurando aquela boca quente e ágil. Assim gozo outra vez.
Vou descendo por seu corpo, pescoço, ombros, peito, mamilos e barriga até chegar ao centro do universo, ainda molhado das minhas secreções, que enxugo com os seios e com a língua. Adoro chupar esse pau. Olho nos olhos do meu amante, mas estão fechados. Viro o meu corpo para o espelho que cobre uma das paredes e assim consigo me ver por inteiro. Minha boca envolve aquele pau grosso e não pretende soltá-lo antes de sentir as contrações que anunciam o orgasmo. O gosto amargo do esperma me faz lembrar que um pouco desse homem está em mim.
O coração dele bate tão forte que me assusta. Meu amante quer descansar. O silêncio é leve e nos protege. Respirar lado a lado é muito bom - e embora eu saiba muito bem que isso não passa de uma tolice romântica, me permito outra pequena emoção. Esta é a hora que nos põe à prova: estamos próximos demais e a palavra se torna um risco - se perdermos o controle, entraremos no território proibido. Então me aproximo um pouco mais. Estou deitada de costas, com as pernas dobradas e a buceta indecentemente exposta.
Vejo aquele pau lentamente afundar em mim. Ele me fode com calma, meu olhar aprisionado nesses movimentos hipnóticos. Subitamente ele para, sai de mim e esfrega o pau no meu clitóris. Deslizamos até a beira da cama e fico de quatro. Meu amante não toma iniciativa alguma até que eu peça. Sinto uma pequena timidez , pois não sei bem como pedir isso, então começa uma penetração difícil e dolorosa, pois esta parte minha nunca antes foi oferecida desse jeito. A dor inicial me amedronta e excita. Não sei o quanto agüento, mas ele é cuidadoso.
Tenho a impressão de que se passa muito tempo antes do encaixe perfeito e completo. Enquanto isso não acontece ele não relaxa. Sabe exatamente o que está fazendo e eu o vejo pelo espelho, cruel e concentrado. Enfim a dor passa. Seu pau está todo dentro e me enche de alegria. Ele intensifica os movimentos e goza mergulhado nele mesmo, com os olhos bem fechados. Estamos com o tempo esgotado. É hora de partir. Não há o que dizer e estou cansada. Nossos mundos nos esperam.
Pego o celular e vejo que há centenas de mensagens. Esqueci outra vez a escova e meus cabelos se tornaram um verdadeiro desastre. Com quanta gente ainda terei que falar antes de poder ficar em paz? Após uma breve despedida nos separamos e volto para a minha vida. Desço a rua pensando em tudo o que aconteceu. Acho estranho o fato de nunca olhar para trás nessa hora. Se existe algo que não me causa curiosidade é ver o homem dos olhos fechados partir.