Autor: Ana Carolina
7.4
Para não deixar as mentiras acontecerem nós tínhamos um momento na cama que era chamado de "ACREDITE SE QUISER", era o seguinte: nos cobríamos com o maior lençol que tinha em casa, debaixo do lençol valia tudo, só não podia cortar um ao outro, tinha que deixar falar o que quisesse, podia falar todos os assuntos: o que estava sentido; fantasias, cantadas, sonhos, verdades, mentiras, etc. Era um momento especial, porque nos liberávamos totalmente falando coisas que normalmente os casais não falam, inclusive segredos da intimidade.
Meu marido contava dos troca-troca que fez quando era adolescente; que viu sua mãe transando com seu pai pelo buraco da fechadura; os detalhes de todas relações sexuais com sua noiva e cinco namoradas; contou ainda que tinha quebrado com o dedo a virgindade de uma namorada no dia que ela vez 18 anos; que tinha recebido cantadas para ter relação homossexual, mas não teve coragem de aceitar; entre outras.
Eu contei que tinha tido 4 namorados; que meu primeiro namorado tirou minha virgindade e tentou comer minha bunda, eu não deixei porque tinha um pau grande; que meu segundo namorado gozou na minha boca; que meu terceiro namorado tinha um pau pequeno e deixei tirar a virgindade do meu ânus. Contei todas as minhas transas, que na realidade não foram tantas assim, tudo nos mínimos detalhes. E contei meu maior segredo, que não tinha contado para ninguém.
Foi o seguinte, no último ano da faculdade, tinha um namorado, o quarto da minha vida, morava numa cidade do interior de São Paulo, e repartia aluguel do apartamento com uma colega da faculdade. A minha colega era estudiosa, bem comportada e não tinha namorado. Nós combinamos que quando eu estivesse no apartamento com o meu namorado daria duas voltas na chave da porta para ela não entrar, era nosso código.
Um dia esqueci a chave com uma volta só, minha amiga entrou e me pegou no flagrante, estava pelada no sofá sentada no colo do meu namorado, ela olhou discretamente e não falou nada e foi para o quarto dela.
A minha colega tinha uma amiga, Natássia, que fazia residência na faculdade de medicina. Ela convidou a amiga para ensinar uma matéria que estávamos com dificuldade, isto foi numa sexta feira, ficaríamos estudando o final de semana para prova de segunda feira. Só que ela recebeu um telefonema no sábado, era sua mãe avisando que um tio tinha falecido e teria que viajar para sua cidade e me deixar sozinha com a sua amiga.
No sábado, lá pelas duas horas da manhã não estávamos agüentando mais estudar e fui tomar banho, abri a ducha, Natássia entrou no banheira com pressa, porque deixei a porta encostada. O banheiro não tinha separação entre o chuveiro e a privada, ela me viu pelada, e começou elogiar, falou que eu era muito bonita, na verdade sou jeitosa, mas nem sou tão bonita assim.
Nesta época eu não gostava de me depilar, ela comentou sobre meus pentelhos, e disse que ela era totalmente depilada. Paramos o assunto por ai. O apartamento tinha duas camas, uma de casal que eu dormia e outra de solteiro da minha amiga de quarto. Falei para Natássia dormir na cama de solteiro sozinha. Deitei na minha cama, logo em seguida ela apareceu perguntando se poderia dormir comigo, achei esquisito, mas estava tão cansada que deixei.
Coloquei uma calcinha de malha folgada e uma camiseta, na época gostava de dormir assim, peguei no sono e acordei com Natássia chupando minha vagina. Ela simplesmente puxou minha calcinha pro lado e estava com a língua lá dentro. Pedi para ela parar, até empurrei, mas ela insistiu e já estava com a língua bem em cima do clitóris. Ai não teve jeito e deixei. A garota pegou um dedo e colocou no meu ânus. Sendo chupada e dedada, não demorou muito e gozei.
Ela falou que agora era minha vez de chupar, pensei um pouco. Minha consciência estava pesada, mas chupei. A garota era raspada de tudo. Mesmo sendo minha primeira vez coloquei o dedo no ânus, e fiz do mesmo jeito que ela fez comigo, ela gozou e deu alguns gritos escalafobéticos. Em seguida, ela deitou no meu ombro e falou que tinha sido maravilhoso. No final, ela quis beijar minha boca, aí já era demais e não deixei.
No domingo, minha amiga chegou de manhã, perguntou se eu tinha gostado do estudo, achei estranho a volta antecipada da viagem e perguntei se ela sabia de alguma coisa, ela falou que sim e que tinha inventado a história da morte do tio, só para amiga ficar sozinha comigo, disse também que era uma mulher resolvidíssima; ou seja uma mulher que sabe amar outra mulher, e já tinha transado com a Natássia, falou ainda que era apaixonada por mim e sentiu o maior tesão naquele dia que me flagrou transando com meu namorado, só que não teve coragem de se declarar.
Xinguei ela de filha da mãe pra cima, e falei que não esperava isto dela, estava no final do ano e deixei essa história pra lá. Só foi essa vez, elas se formaram e nunca mais nos falamos.